M@U PO3T!CO

Atualizado sempre que da na telha... Espero que gostem ^^

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Local: São Paulo, SP, Brazil

30 março 2006

VVVVVVV

.meus.poemas.não.possuem.título.(y).



E em suas palavras,
encontro o conforto para meu coração.
No vazio que sinto observo os espaços
que deveriam ser ocupados por seus braços.

Em minha alma,
encontro a vida que prometi,
um dia em um beijo,
em meu silêncio guardei...

Recordo seus olhos,
sua maneira de me olhar,
sentimentos que procurei,
me permitem sonhar.

Me levam as lembranças,
de tudo que senti,
do controle que perdi,
do amor que desocobri...

Em dias vazios,
espalho minha dor,
sob lágrimas escondidas,
e razões perdidas...
SUAS promessas esquecidas!


"Não adianta o quanto acreditamos em promessas e sentimentos, eles simplesmente nos deixam se não soubermos que NADA suporta a dor de uma ausência.
Prometemos nossas vidas e nossos corações, e um dia isso simplesmente se quebra, deixando um vazio enorme em nossas vidas...
Para alguém que, um dia, quebrou não só promessas... Mas também um coração..."

25 março 2006

Perdido

"Quero me encontrar
Mas não sei onde estou"
Um emprego estilístico
Do que o Renato falou

Mais do que só palavras
A frase tem emoção
Além de ser um retrato
Da minha atual situação

Sou um corpo vagando
Em busca do verdadeiro eu
A mente busca no passado
Aonde o eu se perdeu

Não sei o que reserva o futuro
Mas não temo, sobreviverei
Continuo procurando a mim mesmo
Me perguntando aonde estarei





Escrito em 03 de outubro de 2005

23 março 2006

Sem querer

Sem querer deixar, mas já deixando...
Deixo que sempre as suas palavras levem meu pensamento.
Esqueço que odeio, esqueço que queria esquecer.

Sem querer, mas já acreditando...
Acredito em suas mentiras, em suas fantasias.
E deixo que elas me levem,
sempre e rapidamente...
Talvez lá essa dor não machuque mais!

Sem querer deixo lágrimas caírem...
E dor é algo que já nem sei se vale a pena evitar!

Pois nesse mundo de sentimentos e ilusões que você me aprisionou,
não há tempo para lembrar que eu (ainda) posso ser feliz!

Sem querer, mas já querendo...
Procuro mais uma vez o abraço que preciso evitar...
As palavras que não posso ouvir...
O beijo que custo a esquecer!


Sem querer amar...


Mas já te amando...



Dá-lhe emo maldita! ;*




~

O Poema do Fim

Logo o terceiro acaba
Está chegando o fim
Não sinto nenhum remorso
Nem saudade dentro de mim

Sentir falta das bobagens
Das intrigas
Dos estresses
Das brigas

Da cara feia
Do olho torto
Da inveja
Da cara de morto

Do estrelismo
Da tensão
Do interesse
Da ingratidão

Da falta de perdão
De paciência
De coerência
De consciência

Da morte do companheirismo
Nascimento do egoísmo
Das rixas
Da divisão

Sentir falta de estar deslocado
Separado
De estar perdido
Sem ombro amigo

Do tédio
Do clima ruim
De mesmo com tudo isso
Continuar vindo mesmo assim

Falta do desinteresse
Da desmotivação
De olhar pra algumas pessoas
Incerto de quem elas são

Falta do vácuo, do vazio
De vagar sem direção
De saber que saindo daqui
Serão poucos os que terei no coração

Das mudanças
Das pessoas mudadas
Da rotina mudada
Da transformação

Sentir que as pessoas de antes
Não mais voltarão
E as amizades que eram pra sempre
Se desfarão

Não vejo a hora do ano acabar
E que eu não precise voltar mais
Nem olhar pra essas pessoas hipócritas
E que minha mente volte a ter paz

É o poema do fim
E o fim do poema
Não queria que fosse assim
Mas se for não tem problema





Escrito em 29 de setembro de 2005

21 março 2006

Só para registrar minha entrada no Blog ;]



adoro³



~

19 março 2006

By Lalinha ;]

É só mais um face,
somente olhos.
Olhos que persigo,
face que não vejo,
alguém que não sinto...
Mãos que não sou capaz de alcançar,
um coração que não sou capaz de tocar.
Palavras que se calam,
não se permitem pronunciar.
Não consigo entender,
me ponho a pensar...
Talvez um dia,
o medo se vá,
as palavras me permitam falar,
e você me permita encontrar,
os olhos que não vejo,
as mãos que não consigo alcançar...
E assim poderei entender,
porque sua presença
não me permite pensar,
e seu coração,
não posso tocar...



É nóiiiiiix Mau ;*
te amo muleke!

03 março 2006

Bola de Neve

Não importa sua índole
Boa ou ruim
A violência te persegue
Bola de neve sem fim

Violência verbal
Xingamento ou ofensa
Por discordância banal
De opinião o de crença

Essa logo evolui
Pra outra um pouco pior
Violência social
De quem se acha melhor

"Se sou branco
Sou rico
Sou inteligente
Sou bonito"

Você não é nada
É só discriminação
Preconceito babaca
Pobre de coração

E chega a pior delas
A que o físico destrói
De quem perdeu a razão
E a raiva lhe corrói

A tudo ela oblitera
É a pior, sem sentido!
Não para até o final
Com o último obstáculo caído

Você se sente feliz
Mas não está de verdade
Você pede por mais
E perde humanidade

Vira puro instinto
Um mero animal
Já não tem mais amigos
É um tolo irracional

Mas a bola de neve
O círculo vicioso
Continua constante
E começa de novo

E esse novo idiota
Corrompe o sábio também
E a violência constante
Continua indo além

Bola de neve caindo
E nossos esforços são nada
Talvez se nos unirmos
Conseguiremos pará-la




Escrito em 28 de setembro de 2005

01 março 2006

Intolerância

Não olhe
Não encare
Não aprecie
Não veja
Não denuncie

Não use branco
Não use preto
Não use verde
Não use marca
Não deixe de usar

Não converse
Não fale
Não diga
Não deixe de dizer
Não seja anti-social

Não seja igual
Não seja diferente
Não seja
Não queira ser
Não deixe de ser

Não seja rico
Não seja pobre
Não tenha muito
Não tenha pouco
Não ostente

Não fume
Não beba
Não sofra
Não deixe de beber
Não deixe de fumar

Não reclame
Não se acomode
Não seja triste
Não seja feliz
Não seja invejoso

Não coma muito
Não coma pouco
Não coma bem
Não coma mal
Não deixe de comer

Não seja doente
Não seja louco
Não seja são
Não seja sadio
Não adoeça

É nesse clima de intolerância
Inconstância
Inconveniência
Que segue a violência

Ninguém deve lhe dizer
Como você deve ser
Também não queira dos outros
Que sejam como você

A violência que gera
Discriminação, preconceito
É coisa de gente idiota
Que não consegue pensar direito

Tolere quem não te tolera
Seja grande, superior
Exercite a tolerância
E será uma pessoa melhor






Escrito em 14 e 28 de setembro de 2005